2016-12-19

2016 em Revista

No último dia de trabalho de 2016, é altura de fazer um balanço do ano que agora termina, preparando terreno para mais um ano de dedicação, empenho e compromisso. Carla Moreira, fundadora e atual CEO da Arfai, faz esta análise falando sobre os pontos altos e baixos da Arfai nestes últimos 12 meses.

 

Qual o balanço global de 2016?

Foi um ano de desenvolvimento constante, quer para projetos internos quer para o private label, tendo provocado um enorme engarrafamento na modelação e constrangimentos de produção face a tanto projeto na fase de desenvolvimento. O balanço é positivo, apesar de ter sido um ano de dificuldades sentidas em algumas áreas, a verdade é que soubemos superar os nossos desafios e estamos hoje melhor preparados que nunca para enfrentar o amanhã.

 

Enquanto CEO quais os momentos que apontaria como os mais marcantes do ano?

Pessoalmente fico sempre maravilhada com as coleções novas que se criam para a feira Ambiente em Fevereiro pois apesar de tantos anos a ver nascer projetos, estes continuam a ser capazes de me surpreender, assim como os desafios que superamos com matérias novas utilizadas em 2016, nomeadamente uma linha de grés decorativo.

Deixou-me igualmente muito feliz poder inaugurar uma cantina com capacidade para 100 pessoas e com todas as comodidades dimensionadas aos nossos trabalhadores, dado que já era necessário há vários anos e este é um investimento que a mim particularmente me deixa feliz porque contribui para a melhoria das condições em contexto laboral.

A execução de novos projetos correu muito bem, apesar de nos termos deparado com provavelmente o ano de maiores desafios em 21 anos, na verdade conseguimos ultrapassá-los com sucesso, demonstrando uma capacidade técnica que nos leva a concluir que somos capazes de executar qualquer projeto que nos seja apresentado.

 

O que correu menos bem?

Claro, com tanto desenvolvimento em curso, os custos de I & D foram substancialmente mais elevados que em anos anteriores e deparamo-nos com um período do ano em que trabalhamos praticamente só para projetos novos, perturbando o normal curso da produção em série que nos caracteriza e que nos torna rentáveis.

 

Qual o seu principal desejo para o ano?

Eu desejo que possamos continuar a evoluir, que o nosso espírito se mantenha sempre aberto à mudança, à inovação permanente o que levará certamente a muitos novos projetos. Desejo poder continuar a investir nos edifícios da empresa, nomeadamente na conclusão do restauro do imóvel onde produzimos e na criação de alguns gabinetes para amostras, apoio médico aos trabalhadores e outros e desejo poder continuar a investir nas pessoas que formam esta equipa que eu estimo e admiro pois são o que de mais importante temos, de resto, sendo esta a minha filosofia de vida, atestada pelas ações que tenho demonstrado ao longo dos anos.

 

Dos novos desenvolvimentos qual a peça que mais gostou?

A Andorinha é sem sombra de dúvida a minha peça preferida por questões emocionais. Demorei muitos anos a perceber qual o caminho a trilhar nesta relação ARFAI / IGM, as nossas duas sociedades e alguns anos a aceitar a hora de mudança , quer na forma de operar quer no que respeita uma nova imagem, uma nova identidade  e nós somos seres apegados por natureza às imagens que nos são familiares, que nos representaram muito tempo….

A Andorinha representa para mim a mudança, a viragem de página, um novo rumo traçado simbolizado por um pássaro que tanto tem a ver com a Portugalidade e o regresso a casa, às origens e à nossa paixão pelo que somos enquanto empresa e pelo que somos.

Depois, as outras linhas novas comprovaram por si o seu sucesso e beleza estética, foi muito significativo o volume de vendas da linha Zig Zag, apesar de enquanto linha, a minha preferida é a linha onde utilizamos as peles da Benedita adicionadas à cerâmica, que não teve volume importante de vendas mas atraiu muitos olhares pela sua singularidade.

© Arfai - Ceramics Portugal. todos os direitos reservados 2017.